Não sei qual caminho tomar...
Numa relação de casal, seja advinda de um casamento formal, seja de uma relação de companheirismo (união estável), em algum momento um dos pares (ou os dois) irá se deparar com adversidades e decisões a serem tomadas sobre qual caminho seguir, qual decisão tomar.
Pode ser que a crise sobrevenha com o nascimento dos filhos, ou com uma dificuldade financeira pela perda do emprego e renda de um dos dois, pela sogra ou sogro que foi morar junto "temporariamente", pela interferência de uma cunhada ou cunhado na educação das crianças, na decoração da casa, no tipo de alimentação, pelo empréstimo de um valor ao compadre, à irmã, etc.
Enfim, diversas são as conjunturas que ocorrem para uma dúvida sobre a continuidade da relação com aquele(a) parceiro(a).
No entanto, quando a pessoa se encontra sem qualquer apoio familiar, psicológico e emocional de um um profissional, sem informações sobre as questões jurídicas que permeiam tanto a separação, a divisão de bens e relação sobre os filhos, assim como sem qualquer noção sobre o que pode acontecer com a parte financeira, acaba tomando decisões precipitadas que podem lhe causar muitos problemas e dissabores em futuro próximo.
Nos anos de experiência no escritório, percebi muitos homens e mulheres que chegaram com a fala de que não tinham pensado direito na época que se separaram, que poderiam ter percorrido outros caminhos antes (como a terapia, a mediação familiar), que não sabiam das consequências jurídicas, que não pensaram na parte financeira de como seria a sobrevivência de quem teria que montar nova casa e de quem ficaria com os filhos e teria que ter uma nova forma de administrar as economias.
Ou seja, ou a separação poderia ter sido evitada, ou se realmente era o caso de acontecer o rompimento, poderiam ter se estruturado melhor para gerenciar os próximos passos para um recomeço mais leve e harmonioso.
E com estas vivências e algumas intervenções percebemos que com ampliação de consciência sobre aquele momento, com abastecimento de informações, as pessoas passam a tomar decisões com mais segurança, mais estrutura e mais esperança no futuro, possibilitando a reestruturação familiar, seja daquela atual ou da próxima que irá construir.
E este é o objetivo do Projeto Panapaná. Promover a sustentabilidade das relações e manutenção da saúde familiar.
Evelin Michelacci, advogada e mediadora de conflitos