terça-feira, 25 de maio de 2021

 

Disputa de guarda dos filhos

Esta frase é verdadeira quando estamos lidando com a disputa de guarda dos filhos?

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De todos os dramas emocionais vividos em um divórcio, dissolução de união estável ou simplesmente término de um relacionamento eventual com nascimento de filhos, sem dúvida o mais traumático e triste é a disputa por um filho.

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Nesta disputa tem um EU em primeiro plano. E o filho... em algum plano qualquer.

Quando as alegações para ficar com o filho após a ruptura do relacionamento são: 

“Eu tenho melhores condições de cuidar deles”, 

“Eu dou mais atenção e sei de tudo que eles precisam”, 

“Eu sou melhor para minha filha”, 

“Eu tenho mais dinheiro para criar meu filho em melhores condições que você”, 

à primeira vista parece uma atitude muito altruísta e abnegada do pai ou da mãe não é?

No entanto, todas estas afirmações tratam-se apenas de suas percepções de SI MESMO.

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QUANDO NASCE UM FILHO, independentemente da qualidade de relacionamento dos pais, NASCE UM PAR PARENTAL. E a responsabilidade que estes pais passam a ter é a missão de fazer com que os filhos percebam o quanto AMBOS SÃO IMPORTANTES.

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Portanto, não há condições especiais melhores para um ou outro exercer a responsabilidade parental (a não ser casos graves de comportamento que importe em risco à criança ou adolescente), pois ela nasce com os pais quando nascem os filhos.

Evelin Michelacci, advogada

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