sábado, 27 de março de 2021


O BOM DIVÓRCIO AJUDA A FECHAR A PORTA SEM BATÊ-LA. 

A construção de um acordo nestes momentos vai exigir muito de você: autoconhecimento, sentimento de culpa, disposição para ceder, ânimo para brigar, consciência para se responsabilizar, coragem para dizer não e para dizer sim, capacidade para enfrentar a si, aos outros e à vida., inspiração para se reposicionar. Encarar medos, apostar em você, deixar o outro ir e deixar-se ir também, rumo a um futuro muito diferente do que tinha sido planejado e sonhado.

A "justiça", com raras exceções, não vai fazer seu dever de casa. Ela não vai dar razão, não vai perdoar, não vai trazer a paz e a  confiança de que você precisa para seguir em adiante. Só você consigo mesmo poderá se dar esse presente.

O bom divórcio ajuda a fechar a porta sem batê-la. Ele é a possibilidade de uma nova vida. Afinal, as pessoas casam para serem felizes.... e se divorciam para serem felizes também.

domingo, 14 de março de 2021



LITÍGIO X ACORDO 

Quando os envolvidos no divórcio não conseguiram juntos, nem por meio dos advogados, chegar a um consenso, podem recorrer ao Judiciário em busca de seus direitos. É o divórcio litigioso.

O juiz fará uma matemática dos números, dos fatos e do direito para chegar ao resultado de uma conta difícil de agradar a todos.

No entanto, percebe-se que se as partes chegam ao juiz para demandar pensão, guarda, visitas ou patrimônio, todos os argumentos e provas trazidas são da vida comum que tinham e cujo padrão se pretende, ao menos, tentar preservar. 

Ou seja, o processo vai olhar para trás. As “provas” de como era a vida do casal são o passado da família.

O processo litigioso nas Varas de Família se alimenta do que “era”: onde moravam, o que comiam, onde estudavam, qual o estilo de vida tinham, que carro possuíam, quais viagens faziam, quais imóveis adquiriram, etc.

É o passado que nutre os processos litigiosos.

Já um bom acordo planeja o futuro. Olha-se para frente. Pensa-se no que vai levar para a nova vida: onde deseja viver, o que vai adquirir com a partilha dos bens comuns, quanto precisa para se sustentar, montar seu próprio negócio, fazer aquele curso que fará levar seu projeto adiante que o casamento não permitiu, etc.

O acordo traz perspectivas de futuro: o que você quer viver agora? O que deseja para seu futuro?

Pode ser necessário recorrer a um processo judicial, porém não precisa ser litigioso, pode ser consensual.

Evelin Michelacci, advogada e mediadora de conflitos

quinta-feira, 4 de março de 2021

 

MAS COMO ME LIBERTAR DO MEDO EM UMA SEPARAÇÃO, se não sei meus direitos, se não sei o que me cabe, como ficará a situação da guarda dos meus filhos, como será a convivência deles com o pai ou a mãe, como irei manter a casa e os filhos e o tal valor de pensão alimentícia? Agora serão duas casas, menos renda e mais despesas.

Realmente, o término de uma relação vem com tantas mudanças na vida familiar que, muitas vezes, a insegurança sobre como proceder e como será daqui para frente sem o(a) outro(a) companheiro(a) para a sobrevivência, acaba paralisando e deixando muitas dúvidas e medo.

Por isso a importância de apoio e orientação jurídica sobre o que vai caber na divisão de bens do casal, quem ficará com a guarda dos filhos, o que é a guarda compartilhada e a guarda unilateral, quanto deve ser pago de pensão alimentícia aos filhos, como podem ser as visitas e convivência do(a) genitor(a) aos filhos, cabe recebimento de pensão à mulher que se dedicou o tempo todo do relacionamento à família e à casa?

Quando os envolvidos na ruptura possuem as respostas a essas perguntas, acabam se fortalecendo sobre as decisões a serem tomadas e os caminhos a serem seguidos. Sentem-se seguro para tomar uma decisão informada e consciente.

Evelin Michelacci, advogada


O LUTO É NECESSÁRIO NO TÉRMINO DE UM RELACIONAMENTO - ou a dor ficará soterrada debaixo de futilidade, sua raiz enterrando-se ainda mais fundo, seu fogo queimando nossas últimas reservas de vitalidade, e fechando todas as saídas. 

Você não vai se alegrar jantando fora quando perdeu seu amor, expectativas, ilusões. Porque foi perdido algo que dói, seja o que for. Então, por um momento, uma semana, um mês ou mais, se deixem sofrer. Permitam-se o luto no período sensato.
Peçam que ajudem não interferindo demais. O telefonema, a flor, a visita, o abraço, sim, são bem-vindos, mas, por favor, que não te peçam alegria sempre e sem trégua neste momento. Se não formos demais doentes ou perversos, a dor por fim se consumirá em si mesma. E tudo irá passar e se transformar. 
Devemos agradecer por termos os amigos e familiares nos procurando apoiar, mas também eles precisam entender que temos nosso momento de acolher a dor até que ela se vá ou, pelo menos, que diminua a ponto de podermos enxergar melhor os novos caminhos.
Quantos que já passaram por este momento e se sentiram nesta situação?
Conte-nos um pouco...

Esperanza Pinheiro, terapeuta familiar sistêmica


EU APRENDI A VIDA TODA QUE UM BOM RELACIONAMENTO PRECISA DE PAZ e que para encontrar essa paz era preciso evitar o conflito a todo custo. Sempre achei que criar embates, começar uma discussão ou impor limites era sinônimo que o relacionamento estava correndo riscos. 😨

Por isso evitava o conflito a todo custo, mesmo que isso significasse jogar todas as insatisfações para debaixo do tapete. Não percebi que engolir as diferenças por muito tempo vai criando um mofo de repulsa na gente, minando e enfraquecendo a relação de  dentro para fora, até que a convivência se torna insustentável.👎

Tudo isso por achar que o conflito era sempre algo negativo.

É mais confortável, a curto prazo, ficar calado, engolir e sofrer sozinho, pois o conflito exige a coragem de enfrentar um espelho que reflete suas reivindicações, faz evidenciar suas dores e fragilidades, traz  tudo para fora.

O medo do conflito traz um traço de orgulho e covardia, porque no diálogo nós podemos inclusive enxergar que estamos errados e é mais seguro permanecer no nosso mundo, nos colocando no lugar de vítima e sentindo auto piedade.😬

Acredite, é melhor enfrentar a dor do conflito que engolir em silêncio e ir carregando o que te fere até adoecer. O conflito pode ser um instrumento de pacificação, de alinhamento de conduta, é a elaboração do contrato de convívio, é a delimitação das fronteiras e limites que viabilizam uma relação de paz.

O contrário de conflito não é a paz. O contrário do conflito é o silêncio, a auto punição, a passividade hostil, a covardia de quem se permite ser desrespeitado e a imaturidade vitimista. O contrário do conflito é a casa sem alicerce e a vida sem  amor próprio. O contrário do conflito é a escuridão, o oculto, o adoecimento. É fingir que nada está acontecendo.🙈

A conversa difícil edifica a casa, a conversa difícil dá alicerce e torna a vida um pouco mais tolerável.

A sabedoria não está em nunca ter conflito, mas em saber administrá-lo de maneira transparente, sincera, clara e assertiva. Sem ferir e sem se deixar ferir.💑

Texto de Autor Desconhecido


SUPERAR UMA SEPARAÇÃO...

Coragem!!! 

Um turbilhão de sentimentos surge, diversos, doloridos, paralisantes, gerados por pensamentos insistentes.

Experimente acrescentar outros pensamentos, fazer outras atividades, sair da rotina, para que o processo de elaboração das emoções possa fluir com novas experiências, encontros e vivências.

Sentir faz parte de nosso desempenho, não se sinta culpado. O dinamismo da elaboração é uma escolha. E você, neste momento, está de posse desta escolha. Tem o poder de decidir e se permitir sentir, vivenciar e depois transformar.

Para este processo, precisamos de apoio. E o Programa Panapaná foi elaborado para esta finalidade.

Esperanza Pinheiro, terapeuta familiar sistêmica

terça-feira, 2 de março de 2021

 


JAMAIS IMAGINEI QUE NOSSO RELACIONAMENTO CHEGARIA AO FIM.... E AGORA?


Todo término de relacionamento é um luto. Cada vez que passamos por uma desilusão afetiva, terminamos um relacionamento com alguém, passamos por uma fase de luto afetivo. O luto é um sentimento que não está apenas ligado à morte física de alguém, mas sim a todo processo de finalização de algo, seja em âmbito físico, amoroso, profissional, pessoal. 

Passamos por vários finais em nossas vidas e nosso sistema interno passa por um processo digestivo emocional, que é a assimilação do que aconteceu e a adaptação à nova realidade.

Finalizar uma relação machuca, pois temos que aprender a viver sem uma pessoa pela qual nutríamos afeto, recebíamos carinho, que fazia parte da nossa rotina e também dos planos futuros. É comum que esse processo de luto venha carregado de sentimentos que ainda restam juntamente com outras emoções conflitivas, como a dor, a revolta, o ressentimento, a mágoa, a tristeza e até a culpa.

Superar o luto afetivo precisa de tempo e de paciência com esse processo, as de atitude que colaborem para a superação, ao invés de mergulhar ainda mais. Pessoas que insistem em manter algo com alguém que não quer mais nada, que procuram notícias delas a todo momento, que vigiam suas redes sociais apenas se prendem nesse luto.

É preciso assimilar que a relação acabou, que essa vivência faz parte do passado, que pode ter havido dores, porém também que teve afeto e lições e acima de tudo que uma pessoa não é a única em nossa vida.

Não existe tempo certo para uma nova relação, contudo, quanto mais superamos esse luto das relações passadas, mais sadios estamos para novas vivências, além dos finais há novos recomeços.

Texto de Alexandro Gruber